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Ténis de padel de jogadores profissionais

Esta coleção reúne os modelos de calçado associados a jogadores e jogadoras do circuito profissional. É uma forma diferente de percorrer o catálogo de ténis: em vez de partir do tipo de sola ou da marca, partes do profissional cujo jogo te interessa.

Há uma razão prática para olhar aqui mesmo que não sigas ninguém em concreto: o calçado visto no circuito é submetido a um uso extremo — várias horas diárias, mudanças constantes de direção, superfícies diferentes a cada semana — pelo que normalmente está no extremo mais exigente do catálogo em termos de contenção e durabilidade.

O que distingue um modelo de perfil profissional

  • Maior contenção lateral. Mais suporte na parte média do pé e na lateral exterior, que é onde o pé empurra ao travar em corrida.
  • Reforços na biqueira. A zona que se arrasta no voleio e na saída para a rede; em uso intensivo é a primeira a desgastar-se.
  • Compostos da sola mais resistentes. Pensados para muitas horas em pista, embora isso por vezes implique um pouco mais de peso.

O contrapeso: mais contenção e mais reforço costumam significar um ténis menos flexível no início e com um período de adaptação mais longo. Se jogas uma ou duas vezes por semana, um modelo menos extremo pode ser mais confortável desde o primeiro dia.

Quem está no filtro

O filtro de jogadores na categoria de calçado inclui nomes masculinos como Agustín Tapia, Ale Galán, Paquito Navarro, Juan Lebrón, Fede Chingotto, Martín Di Nenno, Juan Tello, Pablo Lima ou Coki Nieto, e femininos como Alejandra Salazar, Bea González, Delfi Brea, Gemma Triay, Marta Ortega ou Claudia Fernández. Entre as marcas presentes estão Adidas, Asics, Babolat, Bullpadel, Drop Shot, Head, Joma, Lacoste, Nox e Wilson, e também há tamanhos junior.

A sola continua a mandar

Por muito exigente que seja o modelo, o critério que mais condiciona a aderência é o padrão da sola e o seu encaixe com a pista onde jogas. Espinha para superfícies com areia solta, mista ou Todo o campo se alternas entre clubes diferentes, omni para pistas com mais areia e Padel sole nos desenhos específicos da modalidade. Um modelo de perfil profissional com a sola errada agarra pior do que um simples com a sola adequada.

O que o padel profissional exige ao calçado

No circuito jogam-se muitos encontros seguidos, com sessões de treino pelo meio e superfícies que mudam de semana para semana. Os deslocamentos são curtos e explosivos, e num só ponto podem ocorrer cinco ou seis mudanças de direção com travagem incluída.

Esse uso extremo explica por que os modelos associados a profissionais costumam concentrar as tecnologias de cada marca: mais contenção, mais reforço e compostos de sola pensados para durar. Explica também o seu contrapeso: um ténis algo mais rígido no início e com um período de adaptação mais longo do que um modelo polivalente.

Sistemas de amortecimento e retorno de energia

A entressola é a peça que absorve o impacto e a que decide como chegamos ao fim do jogo. Os sistemas de amortecimento de cada fabricante trabalham sobre dois objetivos que puxam em direções opostas: proteger as articulações e devolver energia no apoio seguinte.

Uma entressola mais densa transmite melhor a informação do solo, dá sensação de rapidez e favorece a agilidade no primeiro passo. Uma mais macia amortece melhor e cansa menos em sessões longas. Em modelos de perfil competitivo é habitual encontrar construções mistas, com mais densidade no antepé e mais amortecimento no calcanhar.

Estabilidade, tração e ajuste

A estabilidade lateral é a característica que mais diferencia um calçado de padel de um ténis de aspeto parecido. Os reforços da parte média do pé e os estabilizadores do calcanhar impedem que o pé se desloque dentro do ténis num apoio brusco, e essa contenção é também o que reduz a tensão sobre o tornozelo, um dos pontos onde mais lesões ocorrem nesta modalidade.

A tração depende do desenho e do composto da sola, e o ajuste, da forma de cada marca. Os três fatores trabalham em conjunto: de nada serve a melhor sola do catálogo se o pé se move dentro do calçado.

Respirabilidade e conforto

Em jogos longos e com calor, a parte superior do ténis faz a diferença. As malhas e as zonas perfuradas melhoram a respirabilidade e evitam o sobreaquecimento do pé; os reforços termoselados trazem contenção à custa de alguma ventilação. Os modelos de competição costumam procurar um ponto intermédio, com reforço onde o pé empurra e malha na parte superior do pé.

A sola: espinha, mista e omni

Nenhuma característica compensa uma sola mal escolhida. A sola espinha é a que melhor evacua a areia e a que mais agarra nas pistas de relva artificial. A mista ou Todo o campo combina padrões e é a opção se alternas entre clubes ou superfícies. A omni distribui a aderência por muitos tacos pequenos para pistas com mais areia solta.

Os profissionais mudam de superfície ao longo da temporada e costumam ter vários pares; para um jogador amador, o eficiente é escolher o padrão que encaixe com a pista onde jogas habitualmente.

Gama e prestações: o que esperar

Os modelos associados a profissionais estão quase sempre na gama alta do catálogo, e isso traduz-se em materiais mais leves e resistentes, sistemas de amortecimento mais elaborados e maior durabilidade da sola. Traduz-se também num preço superior.

Se jogas duas vezes por semana, uma gama intermédia com a sola correta dar-te-á um desempenho muito semelhante em pista. Se acumulas jogos e treinos, a diferença nota-se em quantos meses tardas a ver a biqueira gasta.

Homem, mulher e junior

No seio das linhas vinculadas a profissionais há versões para homem e para mulher, e a diferença principal é a forma: os modelos femininos costumam ter menos largura no antepé e um calcanhar mais estreito. A tecnologia de sola e de amortecimento é habitualmente a mesma. O filtro de público inclui também tamanhos junior.

Escolher sem te fixares só no jogador

A forma útil de usar esta coleção é tratar o nome do profissional como um atalho, não como um critério absoluto. O que decide continua a ser o mesmo que no resto do catálogo: o padrão de sola adequado à tua pista, uma forma que segure sem apertar e um nível de amortecimento condizente com as horas que jogas.

Se gostas de seguir o Premier Padel e queres calçar o que vês nas transmissões, esta é a entrada mais rápida. Verifica apenas esses três dados antes de decidir e a escolha será boa por partida dupla.

Onde seguir

Para o catálogo completo com todos os filtros, a entrada é ténis de padel. Se te interessa a sola polivalente, tens ténis Misto / Todo o campo. E para ver todas as coleções de profissionais, Pro Players.

Perguntas frequentes

São os mesmos ténis que usam nos torneios?

São os modelos comerciais das linhas associadas a esses jogadores. O que um profissional calça num torneio específico pode incluir personalizações ou corresponder a uma versão não comercializada, por isso não o afirmamos categoricamente.

Duram mais do que uns ténis normais?

Não há uma resposta geral: a duração depende do composto da sola, da tua forma de apoiar e da abrasividade da pista onde jogas. O que é habitual nestes modelos é um reforço maior nas zonas de desgaste.

São estes ténis melhores do que os do resto do catálogo?

São os de maior nível de prestações, que não é o mesmo que os melhores para ti. Se jogas de forma ocasional, um modelo intermédio com a sola adequada será mais confortável desde o primeiro dia.

Servem para ténis?

Depende da superfície. As solas espinha funcionam bem em terra batida, mas não estão pensadas para piso duro, onde o desgaste é muito maior e a aderência pode ser excessiva.

Preciso deste nível de calçado se jogo duas vezes por semana?

Provavelmente não precisas, embora também não te prejudique. Com essa frequência, a contenção lateral e uma sola adequada à tua pista importam mais do que o nível de reforço pensado para uso diário intensivo.